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Aplicativo de transporte exclusivo para mulheres já funciona em Santos

Voltar Por David Marcelino

Os aplicativos de transporte urbano exclusivos para passageiras e motoristas mulheres estão aumentando suas operações no Brasil, em resposta a um quadro de números bastante elevados de violência contra a mulher nas grandes cidades do país.

 

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O Lady Driver e o FemiTaxi são os primeiros aplicativos de transporte exclusivamente femininos no Brasil
(Foto: Divulgação)

 

Inicialmente presente em seis cidades brasileiras, o FemiTaxi tem planos de expandir seus serviços, até o começo de 2018, para outros locais no país e em toda a América Latina, enquanto o Lady Driver, que iniciou seus serviços por São Paulo em março deste ano, iniciou operação no Rio de Janeiro este mês.

 

Priorizar o público feminino tem reforçado o apoio aos dois aplicativos em um ambiente muitíssimo competitivo, já que a disputa é com grandes empresas que têm recebido milhões de dólares em investimentos como Uber, 99 e Cabify, as mais conhecidas do país.

 

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O Lady Driver está disponível para download no Google Play e no App Store (Foto: Divulgação)

 

O FemiTaxi tem, em média, com 20 mil usuárias por mês e 1.130 motoristas mulheres em São Paulo, Goiânia, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Campinas e Santos. O seu fundador diz que planeja a expansão para mais duas cidades brasileiras dentro de alguns meses e pretende lançar seus serviços no primeiro trimestre de 2018, inicialmente, na Cidade do México e Buenos Aires.

Já o Lady Driver afirma que atende mais de 100 mil usuárias com cerca de 8 mil motoristas na cidade de São Paulo. Gabriela Corrêa, presidente-executiva e fundadora da empresa, contou à Reuters que a ideia era iniciar as operações na capital carioca com pelo menos 1 mil motoristas cadastradas.

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O FemiTaxi também está disponível para download nas lojas virtuais (Foto: Divulgação)

A estudante de Direito Ana Luiza Procópio que trocou de aplicativo e usa o Lady Driver há dois meses, diz que essa é uma forma de usar um serviço mais seguro, e que o único problema, no momento, é terem poucas motoristas e, por conta disso, geralmente, os carros demoram mais para chegar do que em outros aplicativos. Em torno de 10 minutos, segundo ela.

E Luciana Fernandes, também estudante de 18 anos, que começou a usar o serviço para se sentir mais segura, acredita que os aplicativos femininos de transporte empoderam as mulheres e espera que a oferta de carros cadastrados por elas cresça futuramente.

 

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