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Empreendedorismo feminino cresce à passos largos no Brasil

Voltar Por David Marcelino

Não precisamos esperar o Dia Internacional da Mulher para falarmos sobre empreendedorismo feminino, não é mesmo? Em meio à crise econômica do país, as mulheres têm arregaçado as mangas e ido à luta para tirar seus sonhos do papel e viver de seu próprio negócio.

 

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O empreendedorismo feminino vem crescendo no Brasil e no mundo (Foto: Divulgação)

 

De acordo com a pesquisa feito pelo Woman Entrepreneur Cities Index, o empreendedorismo entre as mulheres, em todo o mundo, tem obtido uma taxa de crescimento de mais de 10% ao ano.

 

O mesmo estudo feito pela We-Cities indicou que as melhores cidades do mundo para as empreendedoras e São Paulo aparece entre as 50, na 42ª posição. A metrópole brasileira ficou nessa posição pois, apesar de se classificar como cultura empreendedora, perde pontos por não facilitar o acesso de mulheres a capital financeiro, como, por exemplo, com programas de incentivo e financiamentos.

 

As dez cidades com ecossistema mais favoráveis são: Nova York, São Francisco, Londres, Boston, Estocolmo, Washington, Cingapura, Toronto e Seattle.

 

Empreendedorismo feminino santista

 

Milene Silveira é santista, tem 31 anos e há quatro anos está à frente da Interior Bijuterias e Acessórios. A empreendedora, além de proprietária, cria e produz cada uma das peças que vende e deixa o glamour de lado. Ela não se apresenta como designer de jóias, uma nomenclatura bastante utilizada nos dias atuais, Milene se define como uma artesã.

 

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Artesã, microempresária, empreendedora: Milene Silveira (Foto: Annie Astolpho)

 

Artesão, para mim, é um artista. É a pessoa que cria, com amor e dedicação, algo que, talvez, ela imaginasse para ela ou algo que ela gostaria de usar. E acho que o que difere o artesão de qualquer outro tipo de comércio, é o amor e a energia que ele coloca em tudo o que ele faz e é isso que ele quer passar para quem está comprando”, explica ela, orgulhosa, sem nenhum receio de conotação pejorativa.

 

A artesã deixou para trás três anos de vínculo empregatício na área de comércio exterior quando abriu a sua microempresa. A decisão veio motivada por um novo projeto de vida. Recém casada, planejava engravidar e este plano não cabia à sua rotina de trabalho. A Interior nasceu para suprir a falta que a sua ocupação anterior fazia e, hoje, se tornou sua fonte de renda.

 

“No início a Interior era um hobby. Ganhava dinheiro com esse hobby porque comecei a fazer as peças, as amigas começaram a ver, eu comecei a postar e a coisa foi crescendo, já não eram só as amigas que compravam. E, há um ano, se tornou a minha renda principal”.

 

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Peças expostas em evento no Manuia Café, em Santos (Foto: Annie Astolpho)

 

Um dos diferenciais das peças da Interior está na exclusividade. “Eu faço aquilo que eu usaria, que eu daria para uma amiga. Quando eu faço um colar, uma peça, eu sempre procuro fazer baseado na personalidade da pessoa. Se alguém me encomenda um presente, eu peço que me passe uma rede social da pessoa para que eu veja como ela é e, com base nisso, eu produzo a peça”.

 

Milene não costuma fazer planos a longo prazo, mas ela os tem. “Na sua essência a Interior já deu certo. Os meus planos, primeiro, é continuar com a identidade da marca, estar diretamente ligada à criação. Expandi-la, inovar, o céu é o limite. Tudo que eu puder fazer à mão, eu vou fazer!”

 

Você encontra a Interior Bijuterias e Acessórios nas redes sociais, Facebook e Instagram. Nos dias 30 de setembro e 1º de outubro, as peças estarão disponíveis no Festival Prancha Oca, que rola na Posto 2, na orla da praia de Santos.


 

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