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São Paulo exclui o terceiro dígito de centavo do preço dos combustíveis

Voltar Por David Marcelino

Você já se perguntou o porquê dos combustíveis, pelo menos no Estado de São Paulo, serem representados por três dígitos após a vírgula? Então, o motivo é até bem simples e matemático: exatamente como aprendemos no ensino fundamental, para reduzirmos três para apenas dois dígitos, o segundo seria arredondado para mais, ou seja, o preço - o que, convenhamos, não seria nada bom para o consumidor.

 

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Uma determinação manda que ainda haja três dígitos de centavos na venda de combustíveis (Foto: Divulgação)

 

A Portaria n.° 30, de 6 de julho de 1994, do extinto Departamento Nacional de Combustíveis (DNC), determina que os preços de combustíveis indicados nas bombas do posto revendedor devem ser expressos com três casas após a vírgula porque vários itens da estrutura de preços, como o frete e alguns impostos, não teriam representatividade com apenas duas casas decimais. O preço da gasolina, por exemplo, é calculado baseando-se no custo de produção, nos impostos, e nos custos de distribuição e revenda, como explica o gerente de Formação de Preços da BR Distribuidora, Civis Martins David.

 

Mas essa determinação pode chegar ao fim. Pelo menos, é o que prevê uma resolução aprovada por deputados estaduais paulistas no mês agosto que só aguarda a sanção do governador. Se a estratégia for aceita, os preços dos combustíveis - gasolina, etanol e diesel - serão calculados com somente dois dígitos de centavo.

 

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Representação atual de como os preços são expostos e calculados (Foto: Divulgação)

 

Um exemplo: o litro da gasolina que era vendido, antes da determinação, a R$ 4,179 em um posto, passará a custar R$ 4,17 ou R$ 4,18. Caso o comerciante opte pelo arredondamento para R$ 4,17, 50 litros passam a custar R$ 208,50 e não mais R$ 208,95.

 

Na ideia do projeto de lei, no ano passado, quando os consumidores paulistas pagaram por mais de 30 bilhões de litros de combustíveis, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo (ANP), a exclusão do terceiro dígito corresponderia a economia de cerca de R$ 300 milhões. Mas, para isso, todos os preços não poderiam ser arredondados para cima, adicionando um centavo ao preço.

 

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A ideia é que haja a economia de cerca de R$ 300 milhões com essa determinação (Foto: Divulgação)

 

No Paraná, desde maio de 2016, os postos de gasolina não podem vender combustíveis com utilizando o terceiro dígito de centavo. Em julho de 2017, os vereadores da capital de Minas Gerais também aprovaram, em primeiro turno, os preços em dois dígitos de centavo. A medida, agora segue para votação em segundo turno.


 

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