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Bitcoin: vale a pena investir na chamada “moeda do futuro”?

Voltar Por David Marcelino

Quem chegou àquela sonhada fase da vida em que sobra uma graninha no final do mês, acaba se deparando com inúmeras opções para fazer render esse montante. Os mais conservadores, quase que automaticamente, logo pensam em guardar esse dindim na poupança, já os mais corajosos se arriscam em ações ou outros produtos mais rentáveis. E ainda existem aqueles que, nessa situação, vêm encontrando com uma nova forma de fazer o dinheiro multiplicar: os Bitcoins.

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O bitcoin é conhecido como a moeda do futuro (Foto: Divulgação)

Diferente do dólar e do real, o bitcoin é uma moeda totalmente virtual. Isso quer dizer que ela não existe fisicamente. Sua emissão não tem controle de nenhuma autoridade monetária, mas sim de forma descentralizada. Quanto ao seu valor, não há segredo, ele obedece a regras de mercado: quanto maior a demanda pela moeda, maior a cotação. Oito anos após o seu lançamento, um único bitcoin vale hoje mais de US$ 4 mil, o que dá perto de R$ 12,5 mil.

A questão para o grande público é que a moeda digital parece ser algo inseguro, exigindo muito mais conhecimento do que nos investimentos tradicionais – que, cá para nós, já não são nada simples. Por tudo isso, é óbvio que surgem muitas dúvidas antes mesmo que qualquer pessoa pense em aplicar seu rico e suado dinheirinho em algo tão recente e tecnológico.

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O bitcoin é uma moeda totalmente virtual (Foto: Divulgação)

Algumas informações importantes podem ajudar quem pensa em comprar bitcoins:

Rentabilidade

Se, em 15 de novembro de 2012 - o primeiro dia que o Wordpress aceitou a moeda - você tivesse US$ 100 em bitcoins, teria recebido 1.104 bitcoins. Ao fim do mesmo mês no ano seguinte, já teria acumulado mais de US$ 1,37 milhão com suas moedas virtuais. Porém, cinco meses depois, se essas criptomoedas ainda fossem suas, você já teria perdido mais da metade desse valor.

Alguns fatores podem fazer a moeda cair ou disparar: golpes, notícias, colapsos cambiais, dentre outros motivos. Mas, ainda que o bitcoin seja mais flutuante do que as outras moedas, esse movimento não é mais tão grande quanto parece. Segundo o Índice de Volatilidade do bitcoin, ao longo de seis meses, a volatilidade do preço do dólar de um bitcoin é de 4,23%. E, em um ano, apenas 3,58%.

 

Negociação

Você já deve ter ouvido por aí que o bitcoin é uma moeda democrática e que não há qualquer cobrança de taxas durante as transações. Mas é só começar  a comprar, vender e mover suas moedas virtuais que logo perceberá que não é bem assim.

Se utilizar uma bolsa para fazer depósitos e retiradas de bitcoins, serão cobradas taxas que podem chegar a 3,5% e enviá-lo de volta à sua conta bancária pode te custar mais de US$ 50. Por isso fica a dica: antes de usar a moeda virtual, vale a pena avaliar quais são as despesas que terá.

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A moeda virtual começou a ser utilizada em 2012 (Foto: Divulgação)

Contratos

Quem trabalha comercializando moedas têm diferentes formas de fazer grandes investimentos e angariar retornos astronômicos. Eles podem fazer uso da compra de contratos futuros e negociar derivativos. É muito arriscado, mas é assim que eles ganham dinheiro para si próprios e seus clientes. O bitcoin já existe há tempo suficiente para permitir plataformas oferecerem serviços alternativos. Fica um alerta, sites como o Bitmex e Deribit não são lugares para iniciantes, mas são um reflexo do quanto este mercado cresceu, e é um desafio para os novos investidores.

 

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