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Steak tartare: a origem do bárbaro clássico francês

Voltar Por David Marcelino

Ele é um dos pratos mais famosos da culinária francesa. A harmônica mistura de carne crua, gema, alcaparra, molho inglês, cebola, picles pimenta e cebolinha formam o clássico steak tartare. No entanto, a receita original vem de terras mais distantes, bem longe da França, e tinha um preparo bem menos refinado do que o servido na Cidade Luz.

 

Foto: Reprodução/Google imagens

 

Duas teorias tentam explicar como o prato nasceu, e ambas concordam em, pelo menos, uma coisa: sem os bárbaros e seus cavalos, não existiria steak tartare.

 

Uma das ideias considera que a iguaria foi criada por Átila e seus guerreiros, que apavoraram a Europa e a Ásia, no século 5. Para não desperdiçar a carne dos cavalos mortos em batalha, a tribo tinha o hábito de armazená-la debaixo das selas. Amaciada pelo movimento de cavalgada, a carne era temperada com raízes e servida sem necessidade de cozimento. Para deixar a comida mais forte e dar energia à tropa, adicionavam um ovo cru e pimenta. Inclusive, quem comia essa mistura provava a sua bravura, já que não era uma refeição para estômagos muito delicados. Só durante o período de expansão do império huno, o steak tartare chegou à França, ganhou novos ingredientes e se transformou na receita que conhecemos hoje.

A outra versão dá a assinatura do prato aos tártaros, uma outra tribo de bárbaros, que ocupavam a Rússia e a Ásia Central. Os tártaros iam além, não só comiam a carne crua dos cavalos como também bebiam seu sangue. Para eles, os animais eram uma extensão de seus corpos e que, por isso, em seu sangue havia poder. E só em 1915, os russos levaram o prato para o território francês e, só então, teriam incluído a gema de ovo.

 

Foto: Reprodução/Google Imagens

 

Com o passar dos anos, a carne de cavalo foi, obviamente, substituída pela bovina. O corte utilizado tem de ser magro, sem gorduras, nervos e, principalmente, fresco. O mais usado é o filé mignon, sempre picado na ponta da faca, jamais moído. Assim a carne perde menos sangue, mantendo a textura e o sabor.

Tradicionalmente, pede-se que o cada ingrediente seja servido separadamente, mas, atualmente, é mais comum encontrar tudo já misturado, o que acaba sendo positivo, pois garante um equilíbrio maior dos sabores. De acompanhamento, salada de folhas e batatas fritas são as boas alternativas. E o resultado, como já é de se esperar, é incrível.

 

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