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REPRESENTATIVIDADE RACIAL NA INDÚSTRIA DE SAPATOS

Voltar Por Bruna Carvalho

O nude é "uma" cor elegante e versátil, seja nas roupas, na maquiagem, e nos sapatos – onde são comumente utilizados para alongar a silhueta. Mas para que esse efeito seja causado, é necessário que o tom combine com o da pele da pessoa que o utiliza. Entretanto, o nude comercializado pelas lojas não abrange boa parte das tonalidades.

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Foto: Divulgação

Pensando nisso, Christian Louboutin criou a “The Nude Collection” em 2013, com o intuito de oferecer tons de nude para pessoas brancas e negras. A linha foi estendida no verão de 2017, em sete cores diferentes, e, além disso, dois novos modelos de sandália: o Cherrysandal - um modelo mais básico e confortável, de salto grosso - e o Christeriva - com amarração no tornozelo a la bailarina, de salto fino.

Apesar da iniciativa, a marca só atinge uma pequena fatia dos consumidores, uma vez que trabalha com clientes de alto-luxo.  Por essa razão, Victória Lopes, acredita que essa seja apenas a “ponta do iceberg” e que há muito a avançar. “É muito importante que marcas grandes olhem para nós consumidores, porque isso faz que nós sejamos representadas, e além disso, uma marca tão grande como a Louboutin, tem o poder de inspirar outras menores, fazendo com que eles também oferecem esse tipo de calçado (...) Se a indústria de sapatos entendessem que nós precisamos ser representadas, e que isso, aumentaria o número de vendas deles, esse cenário mudaria. E além disso, a autoestima das mulheres negras principalmente, porque elas olhariam para essa cor e pensariam “esse é o meu nude! O meu tom de pele!” e não aquele “rosinha” que eles tentam vender.”

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Foto: Divulgação

Em um país onde - de acordo com o IBGE - 50,7% da população é negra ou parda, já passou da hora do mercado atender esse público que quer e precisa ser evidenciado.

 

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