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ALIE-SE AS TRANÇAS NA TRANSIÇÃO CAPILAR

Voltar Por Bruna Carvalho

Os cachos voltaram a fazer sucesso entre as mulheres. Depois do boom de técnicas de alisamento que fizeram a cabeça nos anos 2000, a transição capilar surgiu como um movimento de aceitação do cabelo natural, onde as químicas são deixadas de lado, dando o “descanso” necessário para que os fios cresçam como eram anteriormente a esses procedimentos.

Foto: Reprodução/Pinterest

Apesar de libertador, o método costuma demorar, uma vez que depende do ritmo de crescimento do cabelo de cada pessoa. Para as mulheres mais apressadas existe o big chop: técnica que promove a retirada de toda a química do cabelo por meio de um grande corte. Já para as pessoas que não querem radicalizar, existe a chance de você disfarçar as duas texturas do cabelo com tranças. “Elas (tranças) ajudam muito na transição pelo fato da pessoa não enxergar a diferença de texturas entre a raiz e as pontas, não tendo que usar prancha (chapinha) ou escova para esconder a raiz o cabelo cresce mais saudável e com sua verdadeira forma”, explica a cabeleireira Letícia Santos.

 

Espaço Limitado de Dois Olhos

Foto: Reprodução/Pinterest

Quem opta por se aliar as tranças durante o decorrer da transição encontra possibilidades infinitas, como por exemplo: a nagô, onde os fios podem ser trançados apenas com o cabelo natural da pessoa, ou adicionar o jumbo (material sintético que deixa a trança com mais volume e comprimento), a crochet braid na qual o couro cabeludo é coberto por tranças enraizadas, e as extensões sintéticas são colocadas entre os gominhos do cabelo, como se estivesse costurando com um gancho que lembra a agulha de crochê, e a twist em que os duas partes dos fios são torcidas em todo o cabelo.

Apesar da praticidade, essa técnica capilar também requer cuidados. O tempo de duração é de 3 meses, mas profissionais e adeptos indicam a manutenção a cada 30 dias (em média), uma vez que para manter o cabelo saudável, é necessário muita hidratação, pois caso contrário, ao final da transição você terá um cabelo virgem, mas ressecado.

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Foto: Reprodução/Pinterest

Marcelly Andrade é uma dessas pessoas que passaram pela transição, e garante que essa libertação das químicas fez com que ela se considere muito mais bonita. “Sempre tive um grande problema com a minha autoestima, e vendo meu cabelo como ele realmente é, escutando os elogios - até de quem me zoava na escola - vendo que a minha transição motivou algumas pessoas a também iniciarem a transição me deixou mais feliz. Depois de muitos anos eu percebi que meu cabelo combina comigo, nascemos um para o outro.”

 

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