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Entre tintas e pincel, o artista plástico Renato de Lone fala sobre trabalho

Voltar Por Ana Júlia Luz

O que move um artista? Existem horas e lugares capazes de fazer fluir a imaginação? Há “rituais”, como ouvir música e tomar café enquanto produz? Por vezes surgem curiosidades por esse indivíduo capaz de materializar sentimentos e cenas. Com o intuito de sanar algumas delas, a Beach Class conversou com o artista plástico santista, Renato de Lone, cujas obras são influenciadas por nomes como Salvador Dali e Andy Warhol.

Diante de um mundo instável, quão conflituoso é escolher entre trabalhar com aquilo que se ama ou uma profissão economicamente estável? Lone, que na adolescência cogitou ser médico, disse que foi e ainda é uma escolha difícil, partindo de sua esposa a solidez econômica da família. “A vida na arte, principalmente no Brasil e ainda mais em Santos é como uma montanha russa, cheia de sobe e desce”, conta.

Ainda criança, fez sua primeira obra de arte: um jacaré desenhado sobre uma parede laranja recém pintada. Segundo ele, o mundo serve de inspiração para as criações: “Meu trabalho representa o que sinto, o que imagino e principalmente o que vejo”.

O artista plástico santista costuma fotografar cenas cotidianas, sendo esse um de seus processos de criação. “Minha criação vem de um conceito preestabelecido. Uma boa ideia, aliada a uma história verídica ou de uma imagem que se formou na minha cabeça. Procuro por referências fotográficas que às vezes eu mesmo produzo, com  uma câmera digital que carrego para captar essas imagens. Defino as cenas que vou desenhar com  base nessas informações”.

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O processo continua no local de trabalho, um estúdio alugado: “Só trabalho no meu estúdio, meu refúgio de criação. Cercado de árvores, pássaros, na companhia dos meus cachorros Billy e Belinha e sempre ouvindo alguma trilha sonora que procuro para ter paz. Vai do Heavy Metal à MPB...trilha sonoras de novelas dos anos 70 ou clássicos como Beatles e Queen, bandas do meu coração”.

Uma característica marcante nas obras de Renato de Lone é a presença de um pássaro, animal comumente avistado de seu estúdio: “Eles me visitavam pousando nos fios de eletricidade. Simbolizam a liberdade do meu pensamento e o desejo dessa minha arte de ir para longe, para outros lugares. Pássaros livres têm essa propriedade: migrar”, finaliza.

Fotos: Divulgação Renato de Lone

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