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Como a neurociência pode impactar no que você compra

Voltar Por Carolina Ramires

Aquele lançamento tão esperado de um celular, o belo sapato exposto na vitrine, um luxuoso carro com funções exclusivas...Esses podem ser alguns dos vários motivos que te influenciam a admirar um produto e sentir-se na “obrigação” de comprá-lo. Saiba que a neurociência está totalmente ligada a esse desejo de compra e empresas investem pesado nesse estudo, utilizando estratégias especiais para te fisgar de vez.

As características que podem atrair o consumidor variam muito com o tipo de produto que está sendo vendido, porém, existem algumas estratégias que servem como “curingas” para o nosso sistema nervoso. “O cérebro é atraído pelos apelos visuais. Então cores e formatos diferenciados acabam chamando mais atenção”, explica o neurocientista e professor da Universidade Santa Cecília, Aristides Brito.

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Ao falar de cores, as quentes ganham destaque em relação às demais. “Cores quentes, como o vermelho, levam vantagens, pois transmitem uma vibração diferente que é mais percebida pelo cérebro. O amarelo também é outra cor que funciona bem. No geral, as cores quentes acabam sendo mais atraentes, mas dependendo da criatividade e a utilização de imagens outras também acabam funcionando bem”, explica.

As frases de impacto também são bastante estudadas pelas empresas para conquistar o cliente. “Em propaganda, chamamos isso de apelo. O apelo é o que o cérebro vai registrar e identificar para saber se aquele produto atende ou não suas necessidades. Essas palavras funcionam como palavras de ordem, afinal propaganda é a comunicação persuasiva, tem que convencer o consumidor, e essas palavras acabam gerando essa percepção mais rapidamente”, diz.

Segundo Aristides, a relação de prazer com o consumo é bem pesquisada hoje em dia e a ciência comprova que essa satisfação pode ser viciante. Apesar de agradável, a pessoa precisa ter o cuidado de saber quando o consumo é excessivo, Aristides explica o porquê: “A produção de neurotransmissores específicos e endorfinas funcionam como uma droga. A aquisição do bem acaba gerando um prazer, uma sensação de satisfação comparável ao orgasmo numa relação sexual”, finaliza.

 

Fotos: Stock Images / Fashion Bubbles / Shutterstock

 

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