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Abuse das estampas!

Voltar Por Carolina Ramires

Elas estão em todo lugar: nos móveis, tapetes, papéis de parede, roupas de cama e outros objetos de decoração. As estampas servem para sofisticar um ambiente, deixando-o mais exclusivo, no estilo do morador. Misturá-las não é uma tarefa fácil e exige um profissional especializado no assunto. Famoso por projetos estilosos e elegantes, o arquiteto Leonel Fernandes dá dicas de como misturar estampas sem erros.

O primeiro passo é a escolha de tonalidades. “É fundamental começar por uma paleta de cores, como: preto com branco, bege com marrom, variações de tonalidades de uma mesma cor ou ainda estabelecer uma combinação complexa com diversas cores como tons terrosos com vermelhos, crús ou verdes, entre outras”, explica.

Após essas definições, começa a busca pelas estampas. “Elas precisam possuir tais combinações, não necessariamente todas as cores juntas, mas que contenham duas ou três delas e com padronagens diferentes, desenhos miúdos, graúdos, jacquards (aqueles tecidos que não são estampados, mas possuem uma estampa gerada pela composição de fios de diferentes cores na sua construção), bordados, etc”, conta o arquiteto.

Em seguida, é necessário estabelecer os lugares onde as estampas ficarão e manejar os pesos visuais em que cada uma delas terá na decoração. Leonel explica ainda que é muito importante que o cliente tenha a disponibilidade de pesquisar pessoalmente o que deseja. “Variações de cores e tonalidades podem arruinar a composição. Por isso, não é possível avaliar a cor de um tecido por um monitor de computador, tela de telefone ou catálogo impresso”, diz.

Apesar do papel de um arquiteto ser importante nesse tipo de composição, Leonel destaca que é fundamental ter a personalidade do morador como ponto de partida para qualquer composição. “Um espaço, seja residencial ou corporativo, deve retratar aqueles que o habitam. Eu diria que o maior cuidado é de utilizar estampas que sejam coerentes entre si, coerentes com o projeto e coerentes com a história do cliente. O limite é o gosto dele e o que o faz feliz”, finaliza.

 

Fotos: André Monteiro e Arquivo Pessoal Leonel Fernandes